quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Três, dois, um... 2011.

Ano novo. No início de cada ano recebo sempre uma caneta, com a carga completa. Serve para escrever nas páginas brancas de cada novo ano, para escrever as minhas decisões, experiências e acontecimentos. E todos os anos a caneta chega ao fim vazia, ou quase.
Desde que recebo essa caneta, desde a primeira das primeiras vezes, que prometi a mim mesma que a gastaria até ao fim. Prometi que toda a carga dessa caneta tinha de ser gasta no respectivo ano, porque depois ficava inutilizável, não haveria reciclagem que lhe valesse.

Foi o que fiz. Todos os anos, essa caneta termina pela altura do ano novo, havendo sempre um bocadinho de desperdício, relativamente àqueles dias em que me apetece muito pouco escrever mais um pouco da minha história. Não faço colecção das canetas vazias. Não as guardo em lugar nenhum especial, não vou lá olha-las de vez em quando, embora parte de mim se lembre delas de vez em quando. Cada caneta é una, inconfundível com qualquer outra. Cada uma escreve uma história diferente, ligada à anterior e à seguinte, mas sempre diferente.
De caneta em caneta, o seu tamanho vai aumentando, evoluindo, adaptando. Posso até dizer que cada caneta tem uma cor diferente, uma intensidade diferente.

Todas essas canetas fazem a minha vida, a pessoa que eu sou, e as memórias que tenho. Nunca me lembrei de lhes dar nome... Até hoje. Podia identificá-las uma a uma, dando-lhes um nome especial por cada ano que passou.

Mas não... São elas todas, juntas, que fazem a minha vida, não individualmente. Por isso mesmo, decidi identificar a "carga" das mesma com o tempo: inutilizável.


Quanto ao nome, só me surgiu um à cabeça... Atitude.



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Até já

"Sou tão feliz!". As palavras sairam da tua boca com um sorriso, com tanta facilidade que parecia que dizias a mesma frase todos os dias. A prespectiva da noite que se segue animou-nos a ambas, não por esperarmos nada em especial, mas por sabermos que, devido à falta de expectativas, esta noite só poderá ser grande, enorme.
 Não há dúvida que são estes os melhores anos da nossa vida. E passá-los contigo, convosco, marcou, marca e marcará. As músicas que nos soltam aqueles sorrisos, aqueles abraços, aquelas recordações. Quer estejamos próximos ou não, sabemos sempre que estamos disponíveis uns para os outros, para um grande problemas, para um jantar, ou apenas para um olhar entrecruzado numa discoteca cheia de gente. Escrever ou contar o que já passei com todos e cada um de vocês torna-se impossível, e esse facto preenche-me.



Sinto-me bem por vos ter. Não só por estar rodeada de pessoas espetaculares, especiais, mas também por sentir tanta sorte de termos a oportunidade de passar pelo que passamos, todos juntos. Infelizmente, sei que muitos de vocês acabaram por ir cada um à sua vida, e sei também que vou dizer todas as semanas que vos vou ligar, mas não o vou fazer. No entanto, imagino-nos a todos, daqui a umas décadas, juntos num bar ou num restaurante, a cantar os hinos que marcaram a nossa passagem pela Academia, e a recordar momentos.

 
Mas hoje, hoje vamos sair. E criar mais momentos para recordar. Até já <3





 

sábado, 11 de dezembro de 2010

Fins

Tento encontrar palavras para te falar, para te explicar aquilo que sinto, o que me atormenta, e o que me faz soltar as lágrimas em pleno banho. Tento perceber, para te poder explicar. A cada tese, imagino-me a falar contigo, imagino a tua cara, a olhar para mim, e a pensar o quão doida e avariada sou. Vejo a tua reacção, a achar-me ridicula.

Não seria a primeira vez, e por mim, seria a última. Não me falta a coragem para falar contigo, não me falta a vontade. O meu único problema é depois... Depois de me ouvires, depois de te rires de mim, depois de eu ir para casa arrependida e a chorar pela tua reacção, pela tua indiferença. Queria que percebesses o pequeno, quase mínimo pedido que tenho para te fazer, tão insignificante que provavelmente nem o irias perceber.

Mas, no entanto, sei que ias perceber mais do que te quero dizer, como de costume, e ias ver aquilo que eu nunca quis que visses, mas que também nunca consegui esconder.

Fica a decisão no ar... Se falo contigo ou não. É incrivel como, mesmo que o tempo passe, a minha reacção quando me dizes o que costumas dizer não muda. Mas há uma altura em que temos de dizer "Chega." E essa altura chegou. Esperei demasiado por ti, e vou tentar fazer com que a espera acabe.

Sei que nunca mais vou gostar de alguém como gostei (talvez ainda goste) de ti, mas vou tentar chegar lá perto.

E se um dia olhares para mim e te lembrares o que foi, o que sentiste, por favor só o partilhes se souberes que é uma boa altura e que não me vais partir o coração.


Até um dia.