sábado, 23 de outubro de 2010

Bom feeling

Quero dançar. Hoje, contrariamente ao suposto e aos últimos dias, quero dançar. Apetece-me pôr a aparelhagem nas alturas, fechar-me no quarto, e dançar como se não houvesse amanhã.

Apetece-me sair, sinto-me contagiada pela moca psicológica, por um sorriso tão verdadeiro que pode mover mundos. Sinto-me pronta para sair à rua e descontrair, beber um copo ou outro, jogar uma sueca, talvez. Estar com uns e outros amigos, rir, chorar, e acabar no Sardinha, a rir-me da figura dos desesperados e a mexer-me ao ritmo da música, como se não estivesse ninguém a ver, e estivesse trancada no meu quarto, com a aparelhagem nas alturas.

Se fosse hoje (ou amanhã), ia de directa às aulas da manhã, aterrava duas horinhas na residência, voltava às aulas, jantava e ainda ia ao treino. No dia seguinte estaria exausta e nada pronta para voltar ao estudo, mas sei que ligaria a aparelhagem e dançaria outra vez.


Engraçado... Hoje nem despi o pijama.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Palavras Escondidas

Foi difícil encontrar inspiração. Ela foi-se, nem sei bem quando, nem sei bem porquê, nem sei bem por quem. Hoje tento, desesperadamente, escrever o que me vai na alma. Não por me fazer bem, como já fez, mas para me sentir racional, capaz de definir algo, nem que sejam meia dúzia de palavras sem sentido. A minha sanidade mental (que já teve, definitivamente, dias muito melhores) está longe e eu preciso dela, e rapidamente.

Depois de uns dias mais pesados do que se esperava, acho legitimo dedicar-te um pouco do meu tempo, mesmo que tu desconheças estes sentimentos e estas palavras. Mesmo que tu não saibas.

Surpreendeste-me. Eu, que pensei que estavas tão longe, vi-te de perto. Não tão de perto como já te vi, um dia, mas mesmo assim, perto. Apareceste-me à frente quando eu já me tinha convencido que te tinhas ido. Afinal não, estás cá, e eu não faço ideia de como lidar com isso neste preciso momento. Olhar para os teus olhos trouxe-me recordações a mais, que já me fizeram tão mal e que agora me fazem tão bem.

Chamem-me louca, digam que me iludo, mas hoje, hoje eu acredito. Acredito que talvez haja hipótese de sermos o que já fomos. De sermos, outra vez, amigos. De sermos, outra vez, cúmplices. De sermos, outra vez, nós.