sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

*Sigh*

A inspiração surgiu outra vez. A vontade de mudar, a alegria de acordar, a força de continuar... Hoje, finalmente, senti-me viva de novo, senti-me grata, senti-me... Eu. Senti-me eu. Outra vez... Outra vez!
Ai, que saudades disto! Desta alegria, deste sorriso, desta felicidade sem razão, sem início nem fim, só porque posso e porque quero e porque... Oh, sei lá porquê! Continuo agarrada àquele abraço que por mim não acabava, àquela cumplicidade de quem se percebe mutuamente e nem precisa de dizer nada. Àquela tarde, inútil para alguns, mas tão boa para mim, para nós. Àquela surpresa que surgiu de quem não esperava e que me lembrou o porquê de eu continuar a levantar-me todas as manhãs.

Sim, eu sei o que estás a pensar... Sou tão exagerada às vezes! Olha dar importância a estas coisinhas de nada... Pareço uma criança com um brinquedo novo, que infantil. E que saudades de ser infantil. Que saudades de me rir sozinha, feita estúpida! Que saudades de ver o bom, o positivo.. Que saudades da vontade. Da atitude. Não sei bem como, mas ambas ficaram pelo caminho neste último ano. E hoje.. Hoje, nem sei porquê, mas voltou um bocadinho de mim. Um bocadinho do eu que foi embora, um bocadinho que me pode dar força para continuar e ir buscar o resto.

Continuo agarrada àquele abraço. Fecho os olhos e é nele que penso, é por ele que sorrio e é por ele que sou EU, de novo. O teu calor faz com que tudo o resto seja frio, e o teu cheiro faz com que tudo o resto não seja igual... E sufoca-me, deixa-me sem ar, sem razão, sem cabeça nem coração. Ai, quão difícil é expressar por palavras uma emoção... Um sentimento, um amor. Incontrolável e inconcebível, inacreditável.

Deixo as palavras para quem as sabe usar... Eu? Chega-me sentir.