quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Três, dois, um... 2011.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Até já
Não há dúvida que são estes os melhores anos da nossa vida. E passá-los contigo, convosco, marcou, marca e marcará. As músicas que nos soltam aqueles sorrisos, aqueles abraços, aquelas recordações. Quer estejamos próximos ou não, sabemos sempre que estamos disponíveis uns para os outros, para um grande problemas, para um jantar, ou apenas para um olhar entrecruzado numa discoteca cheia de gente. Escrever ou contar o que já passei com todos e cada um de vocês torna-se impossível, e esse facto preenche-me.
Sinto-me bem por vos ter. Não só por estar rodeada de pessoas espetaculares, especiais, mas também por sentir tanta sorte de termos a oportunidade de passar pelo que passamos, todos juntos. Infelizmente, sei que muitos de vocês acabaram por ir cada um à sua vida, e sei também que vou dizer todas as semanas que vos vou ligar, mas não o vou fazer. No entanto, imagino-nos a todos, daqui a umas décadas, juntos num bar ou num restaurante, a cantar os hinos que marcaram a nossa passagem pela Academia, e a recordar momentos.
Mas hoje, hoje vamos sair. E criar mais momentos para recordar. Até já <3
sábado, 11 de dezembro de 2010
Fins
Não seria a primeira vez, e por mim, seria a última. Não me falta a coragem para falar contigo, não me falta a vontade. O meu único problema é depois... Depois de me ouvires, depois de te rires de mim, depois de eu ir para casa arrependida e a chorar pela tua reacção, pela tua indiferença. Queria que percebesses o pequeno, quase mínimo pedido que tenho para te fazer, tão insignificante que provavelmente nem o irias perceber.
Mas, no entanto, sei que ias perceber mais do que te quero dizer, como de costume, e ias ver aquilo que eu nunca quis que visses, mas que também nunca consegui esconder.
Fica a decisão no ar... Se falo contigo ou não. É incrivel como, mesmo que o tempo passe, a minha reacção quando me dizes o que costumas dizer não muda. Mas há uma altura em que temos de dizer "Chega." E essa altura chegou. Esperei demasiado por ti, e vou tentar fazer com que a espera acabe.
Sei que nunca mais vou gostar de alguém como gostei (talvez ainda goste) de ti, mas vou tentar chegar lá perto.
E se um dia olhares para mim e te lembrares o que foi, o que sentiste, por favor só o partilhes se souberes que é uma boa altura e que não me vais partir o coração.
Até um dia.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Saudade
É normal ter saudades do teu sorriso, do teu toque? Houve tanta coisa que ficou por perguntar, por perceber. Tanto de ti que devia ter conhecido melhor. Tanto de ti que devia ter visto melhor... Lembro-me de pensar que tinha chegado ao fim, lembro-me de, por 2 segundos, pensar em desistir. Não o fiz, e valeu a pena. Mas hoje, hoje custa-me. Não por me arrepender, mas por não saber o que se passou. por não saber o que foi este sentimento que passou por ambos e por não saber o que raio aconteceu para se desnvecer assim.
Passou, eu sei. Acabou. E depois? É suposto não sentir saudades tuas, só porque já não gosto de ti?
sábado, 23 de outubro de 2010
Bom feeling
Apetece-me sair, sinto-me contagiada pela moca psicológica, por um sorriso tão verdadeiro que pode mover mundos. Sinto-me pronta para sair à rua e descontrair, beber um copo ou outro, jogar uma sueca, talvez. Estar com uns e outros amigos, rir, chorar, e acabar no Sardinha, a rir-me da figura dos desesperados e a mexer-me ao ritmo da música, como se não estivesse ninguém a ver, e estivesse trancada no meu quarto, com a aparelhagem nas alturas.
Se fosse hoje (ou amanhã), ia de directa às aulas da manhã, aterrava duas horinhas na residência, voltava às aulas, jantava e ainda ia ao treino. No dia seguinte estaria exausta e nada pronta para voltar ao estudo, mas sei que ligaria a aparelhagem e dançaria outra vez.
Engraçado... Hoje nem despi o pijama.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Palavras Escondidas
Depois de uns dias mais pesados do que se esperava, acho legitimo dedicar-te um pouco do meu tempo, mesmo que tu desconheças estes sentimentos e estas palavras. Mesmo que tu não saibas.
Surpreendeste-me. Eu, que pensei que estavas tão longe, vi-te de perto. Não tão de perto como já te vi, um dia, mas mesmo assim, perto. Apareceste-me à frente quando eu já me tinha convencido que te tinhas ido. Afinal não, estás cá, e eu não faço ideia de como lidar com isso neste preciso momento. Olhar para os teus olhos trouxe-me recordações a mais, que já me fizeram tão mal e que agora me fazem tão bem.
Chamem-me louca, digam que me iludo, mas hoje, hoje eu acredito. Acredito que talvez haja hipótese de sermos o que já fomos. De sermos, outra vez, amigos. De sermos, outra vez, cúmplices. De sermos, outra vez, nós.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Mulheres
Engraçado. No meio de toda esta nossa diferença, todas queremos o mesmo, e nos preocupamos com o mesmo. Queremos ser felizes. E enquanto a ideia de felicidade para os Homens pode ser tão simples, tão directa, tão objectiva, nós, Mulheres, conseguimos complicar tudo de tal maneira que, quem nos conhece, sabe que o nosso trabalho ideal não é a cozinha nem a faxina. É a política. E porquê? Boa sorte a encontrar um Homem que questione tudo, duvide de tudo e só tenha fé em algo que esteja empiricamente provado e cientificamente aprovado. Nós, mulheres, temos a mania. Temos a mania que a vida nos vai fazer mal, que nos vai dar luta. Achámos também, imagine-se a presunção, que a única coisa que interessa aos Homens é comer, beber, ver futebol, e, para alguma meia dúzia mais ambiciosa, riqueza e poder. Ah, e sexo. Principalmente sexo.
Nós, tão preocupadas que estamos na possibilidade de não conseguirmos o que queremos, nem damos conta dos erros que cometemos ao tentar, e tentar, e tentar. Enquanto um homem consegue levar uma relação, por exemplo, ao sabor do vento, nós temos a mania que não, que as coisas têm de estar bem definidas, que não andamos a brincar, e se ele é o homem da minha vida? E durmo com ele? Ou vou estragar as coisas? E se ele não gostar? E se eu não gostar? E se ele deixar o tampo da sanita para cima e eu não aguentar? Etc, etc, etc. Sinceramente, não sei como não explodimos! Reparem que normalmente as enxaquecas atacam mulheres, não homens. Pudera! Experimentem ter sempre a cabeça a pensar nestas pieguices!!
E depois existem medos, esperanças, criancices, coisas que, por muito que cresçamos e ganhemos experiência de vida, não vão mudar. Crescer, crescemos... Mas seremos sempre Mulheres.
Conclusão? Depois admiram-se que existam gays.
domingo, 5 de setembro de 2010
*.*
Sem eu me aperceber bem como, ultrapassaste as barreiras que criei, e entraste. E embora isso soe a cliché, a verdade é que nem sei bem porque ficamos amigas! Quer dizer, temos coisas em comum, sem duvida, mas eu sempre achei bastante ridículo duas pessoas poderem ser amigas de tão longe. Não tenho razão? É absurdo construir-se uma relação por telemóvel, certo? Bem... Até que apareceste tu. E tu, por assim dizer, abalaste o meu Mundo. Ficamos amigas, nem sei bem a quantos quilómetros de distância, mas ficamos.
E agora, como nem tudo pode ser cor-de-rosa, as coisas não estão maravilhosas, bem longe disso... Nem sabemos bem o que aconteceu, mas aconteceu, e agora estamos aqui as duas, sem saber bem o que fazer nem dizer, para voltar ao que éramos antes!
Posso não saber o que dizer mas, sem saber, associei a ti uma música. A letra pode ter a ver, ou então não, nem sei. Não fui ver. Mas o som transmite o que eu sinto.
Por favor, acredita que as coisas podem mudar. Acredita em mim, acredita em ti. Porque eu sei que tu foste uma das melhores coisas que me aconteceu, e eu nao quero deitar isso fora.
Por ti, Inês.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Vista da minha rua
Na rua vêem-se, tenuemente, as linhas descontínuas, que, por muito que separem as duas vias, podem sempre ser transpostas por quem tem mais pressa. Os carros estão estacionados, uns melhor, outros pior, mas todos à espera que chegue a luz e que os seus utilizadores lhes dêem, como o próprio nome indica, uso. Pessoalmente, agonia-me. A espera, estática. O ter de ficar no mesmo sítio, sem poderem ir dar as suas voltas e voltarem quando forem precisos.
A brisa corre fresca, apesar de ser verão, e os ramos das árvores abanam, e transmitem o ar puro que tanto nos é negado por estarmos no centro da cidade. De vez em quando lá vai passando um carro, talvez depressa demais, pois a recta e a hora tardia assim o permitem.
E vai-se vivendo. Estáticos, agitados pela brisa, ou mesmo com demasiada pressa. Quando o dia clarear, o movimento aumenta, mas a essência permanece.
Concordo agora com um grande poeta português: "Eu hei-de te amar por esse lado escuro, com lados felizes eu já não me iludo. Se resistir à treva é o amor seguro, à prova de bala, à prova de tudo."
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Karma
Hoje, como de todas as vezes que escrevo, faço-o porque estive a pensar. Fazer uma retrospectiva de como as coisas estão a correr, e quais as decisões a tomar. E hoje, como de algumas vezes, não cheguei a conclusão nenhuma. Não tenho decisões a tomar hoje. Amanha vou ter, de certeza, mas amanha preparar-me-ei. Hoje estou orgulhosa. De mim, da minha vida, das minhas decisões. Nem sempre foram correctas (definitivamente), mas eu sempre as soube corrigir, quando foi esse o caso. Sempre soube dar a volta às situações, mesmo que por vezes tenha passado por Roma para ir até Braga e voltar a Casa :D
Hoje escrevo com um sorriso. Amanha volto para escrever com uma lágrima... Porque, se eu bem conheço a Vida, ela vai fazer com que essa e muitas mais venham. Só mesmo para eu as secar.
sábado, 21 de agosto de 2010
Amigos com "A" grande :D
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Importo-me.
domingo, 15 de agosto de 2010
Não.
Não consigo escrever. Já tentei, e voltei a tentar, e não consigo escrever. O que tantas vezes foi um desabafo, uma maneira de eu mesma me perceber, é agora uma dor de cabeça. As palavras não saem, ficaram presas com os sentimentos. É de mais.... A pressão. A pressão que constantemente me preenche os ombros, e me deixa ofegante. Carregá-la não é fácil, muito menos conseguir levá-la até onde é suposto eu ir com ela.
Apesar de tentar sempre fazer a coisa correcta, acabo a fazer a errada. E eternamente peço desculpa. E eternamente me dizem não. Um NÃO tão redondo que enche todo o meu campo de visão. Sim, porque eu tento, e mesmo assim... Nada.
E no fim do jogo, ou do dia, como preferir, quem ganha é quem joga sujo. E eu tento repetir a mim mesma que não devo descer ao mesmo nível. Pois. Lembra-me lá outra vez.... Porquê?
domingo, 8 de agosto de 2010
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
Pequenos passos
Convidei-te à tão pouco tempo, e já me dás esperanças. Já me dás sinais que não esqueceste o que se passou (como eu), e que queres lutar pelo que tínhamos (como eu). E aí quem se enraive-se sou eu. Sou eu que trago o orgulho todo cá para cima, e é a mim que me apetece bater-te. Porquê? Porque foi preciso ser eu.
Amanhã não sei o que vai acontecer. Mas posso garantir-te que não vais ter tanta coisa a teu favor como da outra vez. Porque, apesar de ser suposto, eu não esqueci.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Acabou
Não seria justo para contigo, não outra vez. Tu personificas todos aqueles a quem eu magoei, por tomar decisões para as quais não estava pronta. Fi-lo muitas vezes, e ainda hoje penso que, se te tivesse dado uma oportunidade. a ti e a outros, algum de vocês me podia ter feito feliz... Mas não, não penso mais assim. Porque a culpa não pode ser só minha, não posso ser sempre eu a errar, e a dar oportunidades a quem não as merece. Porque mesmo quem eu magoo, pode não me magoar a mim, mas magoa outros. E nada me garante que seria diferente se eu tivesse dado mais oportunidades a outras pessoas.
Por isso chega. Chega de achar que a culpa é constantemente minha, chega de pensar que não presto nem sirvo para nada, chega de assumir coisas que não fui eu que fiz. Por isso mesmo, não te vou convidar para café nenhum, nem hoje, nem nunca. Se quiseres, convida-me tu. Deixei de ser a pobre coitada que perdeu a Mãe, e que tem uma família instável, e que por isso não consegue manter uma relação. Sim, eu sou uma confusão, um acidente de tráfico ambulante. Mas tento aguentar-me e fazer a coisa certa. E isso é muito mais do que tu alguma vez sequer pensaste, quanto mais fizeste.
domingo, 11 de julho de 2010
Culpa
O que é que se passa? Às vezes sinto que sou completamente doida, que digo, faço e sinto coisas demasiado absurdas! Se estivesse a ter esta conversa pessoalmente, era a altura em que essa pessoa me vinha com o discurso de caridade. Sim, porque eu sou "especial, diferente". Tudo aquilo por que passo todos os dias, com os outros e às vezes apenas comigo mesma é que me fazem quem eu sou, é que me fazem tão diferente e tão especial. Engraçado... Um dia uma pessoa disse-me, ao fim de muitos anos de asneiras e de dramas que o que mais tinha pedido (a quem quer que seja) era felicidade. Pois a única coisa que eu pedia era para ser diferente. Quando era pequena lembro-me de às vezes desejar estar sozinha, a ler, comigo mesmo e com a música que me entrava nos ouvidos tão facilmente que era difícil imaginar que ela não era parte de mim. Sonhava ser diferente, ser uma heroina, pelo menos para alguém. Sonhava lutar por aquilo que acreditava, e pedia que a vida me trouxesse problemas para que eu os levasse como um desafio, e os resolvesse com a consciencia tranquila.
Pois... Isso não aconteceu. Sou diferente? Definitivamente. Talvez por ser única, talvez por ser suposto todos nós sermos únicos à nossa maneira. E aconteceu. A vida trouxesse-me algo muito próximo do que eu lhe pedi. Trouxe problemas, dificuldades. Trouxe-me luta. Trouxe lágrimas que não sei de onde saem, nem porque. Trouxe sorrisos que saem falsos, e trouxe outros que saem tão naturalmente que nem eu, nem os outros, percebem porque. Trouxe o orgulho, e trouxe também a consciência. E é esta que me pesa hoje. Pesa por achar que não sou digna de tudo o que a vida me trouxe. Sinto-me culpada por saber que sou ingrata tantas das vezes que a vida me põe à prova. Sinto-me culpada por não saber aceitar aquilo que pedi. Porque outros pedem, e não têm... Eu peço, e, além de não dar por isso, não o sei enfrentar.
"A perfeição não está na mão dos que a procuram, mas sim na dos que a deixam encontra-los"
sábado, 10 de julho de 2010
A verdade é que ainda sonho com o teu regresso, e, por muito que queira e tente negar, eras tu que me ias tirar do grande buraco em que cai. Queria que tivesses ficado. Mas foste... E eu não consigo odiar-te. Não consigo esquecer-te, ultrapassar. Estou fechada para obras, e não consigo aproximar-me de mais ninguém.
Podias voltar, só para eu perceber.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Recordações
Sei que seremos sempre tudo, os dois, um do outro. Sim, serei sempre tua, e tu serás sempre meu. Mas sei que um dia conseguiremos, ambos, partilhar-mo-nos com outros. Eu já tentei, e resultou apenas uma vez. Quando chegar a tua vez, sei que vou estar lá para ver, e espero que não me custe tanto como te custaria a ti, se soubesses.
Apetece-me dizer-te o "Amo-te" que nunca saiu, apenas para te dizer que sim, estou aqui, e, infelizmente, não tenho acções investidas para ir a lado nenhum. Mas, também, se hoje me dissesses que me querias, dir-te-ia que não... Porque não te amo mais, e as lágrimas já não caem. Para já...
Até à próxima... In loving memory.
domingo, 4 de julho de 2010
Um amigo.
O corredor
A porta fechou. Já lá fui algumas vezes, entrei, e passei lá algum tempo. Quando saía, a porta ficava aberta. Podia ir lá hoje… Queria ir lá hoje. Queria uma abraço e um “Vai ficar tudo bem… Vamos conseguir”. Mas não vou, porque sei que não o ia ter. E mesmo que tivesse, era só uma questão de tempo até a porta fechar outra vez.
Talvez um dia ele perceba, e abra a porta do lado dele.
Narcisismos.
Não sei... Mais uma vez, calei-me. Eu, que ia mudar o Mundo. Nem a minha vida mudo, quanto mais a dos outros. Again and again, os homens tem a maior das facilidades em me destronar. Qualquer um, seja qual for a razão, seja qual for a maneira. E eu deixo... Sempre deixei, porque, feita estúpida, valia a pena. Valia a pena porque, um dia, eles me iriam dar razão.
Esse dia não chegou. E eu não posso esperar mais. Nem consigo... Nem quero. Mas que raio? Serei assim tão imperfeita, tão merecedora de todos os tipos de tortura imaginária? PORQUE É QUE NÃO OLHAS PARA MIM? Porque é que não me vês, estando eu aqui, todos os dias, MESMO À TUA FRENTE? Dói tanto... E eu sinto-me impotente. Não te sei dizer o que sinto, as palavras não saem, e o coração comove-se de olhar para ti e ver que tu não percebes mesmo. Ao contrário de mim, que percebo sempre tudo e todos... Sempre.
"Eu aguento tudo", disse, quando me disseram que estavam preocupados comigo. Treta... Eu não aguento nada, e essa é, entre muitas, a maior mentira que eu já disse. Fake until you make it, perhaps.
Não sei o que quero, hoje... Mas sei que não sou feliz.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Definições... Ou tentativas.
Lembro-me de que quando era pequena sonhava ser uma personagem de um filme. Em sonhos fui muitas, cada mês que passava, uma diferente. Claro, dizem vocês… Eras criança, éramos todos assim! Pois… Mas eu já sou adulta, agora (em idade, entenda-se), e continuo a sonhar como dantes. Ainda mais, até…
Perguntavam-me no outro dia se sou feliz. Respondi com “E o que é isso?”. A resposta foi rirem-se na minha cara e dizerem que eu sou muito complicada. Até acho piada… Li em algum lado que o objectivo do ser humano é alcançar a felicidade, entenda-se por isso um emprego estável, um casamento pacífico, dois filhos, casa com jardim (e alpendre, fica sempre bonito…), a casota para a cadelinha branca de nome “Cherry”, o carro espaçoso mas com categoria estacionado à frente, e uma conta bancária estável, o suficiente para uma viagem às Caraíbas de vez em quando. Claro que, pondo as coisas desta maneira, muito de vós diriam “Meu Deus, que pessoas fúteis, só pensam em dinheiro!”. Verdade, mas tão mentira… Amor e uma cabana? Pois, está bem… Hoje, nem a versão “Amor e um apartamento “ serve, quanto mais?
Entendam que não estou a tentar chamar fútil à nossa sociedade… Até porque isso seria uma perda de tempo. A verdade é que a noção de felicidade é esta para muita gente (Ok, substituindo a “Cherry” pelo pastor alemão), e eu não sou presunçosa o suficiente para a criticar. Por outro lado, também já me disseram que a felicidade é algo instantâneo… Que felicidade são os amigos, a recordar os bons velhos tempos de rebeldia (entenda-se, universidade); são os primeiros encontros, os primeiros filhos, os primeiros netos; é pegar no carro e hit the road, à boa velha maneira americana… É boa música, é bom ambiente. É curtir a noite numa discoteca, é tomar um café com um desconhecido. São as pequenas coisas.
Em que ficamos afinal? Será a felicidade uma, a outra, ou ambas? Ou nenhuma?
Não quero ser feliz… Se esta vida já não está fácil, podem ter a certeza que não vou por como meu objectivo algo que não sei o que é! Então… Que o meu objectivo seja dormir tranquila… Quero chegar ao fim do dia, e ver que as coisas boas superam as más, quero sentir-me útil, e quero rir às gargalhadas quando tiver recordações. Quero viver um dia de cada vez.
Mas espera… Isso não é querer ser feliz?
sábado, 26 de junho de 2010
Precipício
Uma amiga disse-me um dia que havia diferença entre ser gente ou pessoa. Apesar de saber que sou pessoa, sinto-me cada vez mais gente. A minha alma está cada vez mais vazia...
As lágrimas querem cair, mas estão presas. A dor sufoca, e deixa-me realmente no chão. Outra vez.
Para mim chega. Hoje vou sair de casa, e sei que pode não ser hoje... Talvez nem amanhã, nem tão cedo assim. Mas um dia, eu sei... Vou conseguir.
"A desculpa mais sincera não é aquela que se diz... Mas a que se sente."
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Fogo
Mais uma vez, nem sei explicar porque. Mas sim, estou desesperada... Por ti. Por ti, e por ninguém em especial. Por alguém.
Onde estás? Quando te encontrares, não te esqueças de me encontrar a mim.
...
Distribui-o por toda a gente menos por mim... Tu levas um grande bocado. Não, não era suposto. Não era suposto as lágrimas verterem assim, e as mãos pesarem. Era suposto muita coisa, mas não isto...
Cansei... Apesar e depois de tudo, ainda doi como se tivesse sido ontem. Pesas tu, e todos os outros. Doi como se tivesse sido rejeitada por ti, e por muitos mais. Mas, pensando melhor, não fui?
Também não era suposto ceder assim. Não era suposto toda a gente saber, muito menos era suposto gritar ao Mundo o quão ridicula sou e me sinto neste momento. Mas hoje não dá mais.. As mãos já não aguentam, e o coração pede a cama, que já está fria de se habituar só a mim.
Acabou, mas eu não consigo acreditar nisso! Sim, ridiculo...
"Two Steps Behind - Def Leppard"
Hoje.
Voltou a alegria, a vontade interminável... Voltou o calor, mesmo que seja o dos meus lençóis. Voltou a fome, a gula. Voltou a força... Hoje nada me toca. Hoje sou o topo da montanha, e para lá chegar é preciso ser um verdadeiro campeão. E hoje escrevo. Também não sei porquê, mas sei que se o soubesse, tirava a piada, a alegria, a força.
É nestes dias que me interrogo se vale a pena. Se vale a pena o esforço, a dedicação, a crença. Hoje, as pessoas são cruéis. São invejosas, insensíveis... São crianças conscientes do mal que fazem. Hoje as pessoas mudaram. Mudaram de ideais, de convicções. E eu, nós, os que permanecemos originais, não somos respeitados. Nós é que não evoluímos, nós é que não prestamos, nós é que nos contemos. Hoje não conheço quase ninguém.
Mas hoje, hoje eu sei que até posso não ter razão, mas tenho a consciência tranquila. Porque eu tentei, nós tentamos aceitar-vos e compreender-vos assim. Já vocês...
Não me preocupo mais.
Se um dia o disser publicamente, sei que os comentários serão intermináveis. Quem não me conhece achará que eu sou a rainha da psicose. Mas quem me conhece realmente, já o sabe, e sabe também que eu, nós, temos razão... Chama-se atitude.
"Hoje sinto-me viva... Talvez amanha desmaie outra vez."