Virou as costas. Virou as costas e, mais uma vez, não me percebe. E pronto, lá vou eu… Outra vez a chorar copiosamente por alguém que não merece, e que me acha maluquinha. É sina, serei sempre a rapariguinha que não sabe para onde se virar, porque tem a vida feita numa miséria. Coitada… Pois coitada é corno. E eu não sou corno. Não mais. Mas, apesar de toda a força instantânea que me faz ter vontade de lutar contra isso a que chamam destino, olho para o chão, em vez de para o céu.
A porta fechou. Já lá fui algumas vezes, entrei, e passei lá algum tempo. Quando saía, a porta ficava aberta. Podia ir lá hoje… Queria ir lá hoje. Queria uma abraço e um “Vai ficar tudo bem… Vamos conseguir”. Mas não vou, porque sei que não o ia ter. E mesmo que tivesse, era só uma questão de tempo até a porta fechar outra vez.
Talvez um dia ele perceba, e abra a porta do lado dele.
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