Foi difícil encontrar inspiração. Ela foi-se, nem sei bem quando, nem sei bem porquê, nem sei bem por quem. Hoje tento, desesperadamente, escrever o que me vai na alma. Não por me fazer bem, como já fez, mas para me sentir racional, capaz de definir algo, nem que sejam meia dúzia de palavras sem sentido. A minha sanidade mental (que já teve, definitivamente, dias muito melhores) está longe e eu preciso dela, e rapidamente.
Depois de uns dias mais pesados do que se esperava, acho legitimo dedicar-te um pouco do meu tempo, mesmo que tu desconheças estes sentimentos e estas palavras. Mesmo que tu não saibas.
Surpreendeste-me. Eu, que pensei que estavas tão longe, vi-te de perto. Não tão de perto como já te vi, um dia, mas mesmo assim, perto. Apareceste-me à frente quando eu já me tinha convencido que te tinhas ido. Afinal não, estás cá, e eu não faço ideia de como lidar com isso neste preciso momento. Olhar para os teus olhos trouxe-me recordações a mais, que já me fizeram tão mal e que agora me fazem tão bem.
Chamem-me louca, digam que me iludo, mas hoje, hoje eu acredito. Acredito que talvez haja hipótese de sermos o que já fomos. De sermos, outra vez, amigos. De sermos, outra vez, cúmplices. De sermos, outra vez, nós.
Gostei de te ler de volta... :P
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