domingo, 9 de janeiro de 2011

Sozinha.

Queria fazer uma chamada. O meu orgulho não deixa, e por isso vingo-me nas teclas. Queria parar de chorar, queria conseguir escrever uma frase seguida sem olhar para mim como o "fundo da cadeia alimentar". Queria parar de sonhar à noite, queria deixar de acordar sobressaltada e sozinha. Queria dizer que está tudo bem e senti-lo. Queria sorrir mais vezes e queria não me sentir ridícula. Queria encontrar-me, queria não ter dúvidas outra vez.

Chama-lhe crise de identidade, chama-lhe o que quiseres, Chama-lhe estupidez, chama-lhe falta de coragem, chama-lhe criancice. Chama-lhe o que quiseres e não terás chamado mais do que eu. À noite o medo sufoca-me e não me deixa dormir. Faz-me sonhar com o que nunca quis, com o que não quero. Faz-me tomar atitudes que não são minhas nem nunca foram. Faz-me sentir fora de mim, faz-me sentir desesperada só por um abraço, ou um sorriso. Não quero ter de negar o que sinto, não mais. Mas não quero sentir o que sempre senti, desde a primeira vez que as lágrimas correram em público. Será assim tão ridículo ser uma pessoa triste? Será que nunca  vou encontrar alguém que compreenda isso? Será que haverá algum dia em que eu conseguirei viver comigo mesma? 

Chama-lhe ridículo, chama-lhe piegas. Piegas e ridículo és tu.

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